O caminho mais curto entre o executivo e o buraco

Resumo ::

Certa vez li em uma revista e anotei, deve ter uns 5 anos isto, a respeito do caminho mais curto entre o executivo e o buraco. Havia achado interessante e anotei, agora remexendo em algumas papeladas velhas me deparei novamente com isto e achei que mereceria figurar nos Fatos Cotidianos, afinal, tem muito haver com o que é escrito aqui. E é claro, citarei exemplos do nosso cotidiano!!

1. Dedicar-se pouco aos clientes ::

Muitos exaurem sua energia em reuniões, sem contato direto com quem compra seus produtos ou serviços.

Algumas empresas um pouco maiores sofrem deste mal, ele é facilmente reconhecido pelo fato de você nunca conseguir ver ou falar com o dono da mesma, e quando ele se encontra no recinto está em alguma reunião e não pode atendê-lo.

2. Negligenciar os detalhes ::

Quanto mais se sobe, mais importante é acompanhar os detalhes essenciais do desempenho de uma empresa.

Conheço uma empresa de Bento Gonçalves que cresceu o bastante para ter várias cabeças organizando, mas o dono em si acabou se descuidando dessas pessoas e a empresa começou a apresentar problemas graves, a ponto de entrar numa crise e decair o nível operacional.

3. Sucumbir a burocracia ::

Emperrar idéias de subordinados e ficar preso a regras e procedimentos não produz benefícios para ninguém.

Este é quase um clássico, por mais incrível que pareça, hoje ainda é muito comum ver isto. Há também o espelho mais atual deste, que é o do patrão que pega a idéia do subalterno e traveste ela como se fosse sua.

4. Não ter metas claras ::

Isso pode levar os empregados a ficar confusos sobre suas prioridades e o que é importante para cada momento.

Por mais importante que METAS sejam, é incrível como as empresas em geral não possuem planos de ação eficazes e transparentes.

Isso, para nós, se reflete na falta de consciência delas em ter diferentes linhas de ação e preparação com seus clientes e saber separar o momento adequado no uso de seu cartão de visita, por exemplo, mantendo o seu OffSet como padrão em quantidade e tendo um segundo cartão personalizado de altíssima qualidade fotográfico, para momentos mais oportunos que peçam um impacto maior. O normal das empresas se resume a deixar as coisas andarem sozinhas e fazer disto a sua meta. Quando muito, possuem metas financeiras.

5. Esquecer-se de como é ser um trabalhador ::

Ou seja, exigir que os subalternos trabalhem em excesso, fora de hora ou com equipamentos ultrapassados.

Essa vem de uma rede local, que os funcionários trabalham horas a mais, em horários "que a rede precisa", muitas vezes em equipamentos obsoletos e até perigosos e, no momento de valorizar isso se usa de "banco de horas", dispensando a pessoa em dias de menor movimento como se a pessoa trabalhasse por prazer somente nas horas que a rede mais precisou, poupando $$$.

6. Falar mais que escutar ::

Ser gerente não significa deter o monopólio da experiência e do conhecimento.

Alguns superiores de determinadas lojas sofrem deste mal, não escutam o que os outros tem a oferecer, tornando uma oportunidade ótima de empreender e fazer negócios se tornar um monólogo pessoal.

7. Não conseguir delegar ::

Aqui quem falha afunda-se em trabalho e perde-se a oportunidade de estimular a habilidade dos empregados.

É o problema de alguns gerentes… tenho observado que em várias lojas que há esta função, de GERENCIAR as pessoas, há momentos em que alguns funcionários figuram 100% de trabalho, ficando ociosos depois por horas até que lhes surja outra tarefa. Ou então tornando UM funcionário de um setor muito usado e os demais com tarefas menos importantes, mas fixos, em vez de mobilizar ao menos um destes outros para reduzir a carga de estresse do primeiro…

No nosso caso ocorre muito durante os serviços, a pessoa que precisa decidir algo acaba por si só se atrapalhando e atrasando o andamento do serviço. Ele se prende a querer fazer tudo sozinho e deixa os momentos em que precisamos de sua aprovação prorrogados indefinidamente.

8. Comunicar-se pouco e tarde demais ::

As informações devem estar disponíveis para quem precisa, completas e em tempo real.

Problema de relacionamentoespecialmente com as secretárias de alguns locais… em nossas visitas, muitas vezes já estamos trabalhando em algo para o estabelecimento e nossos comunicados sobre o andamento serviço se perde na mesa da secretária, tornando a comunicação lenta ou até inexistente.

9. Não reconhecer o mérito dos funcionários ::

Diga "Obrigado" quando um bom trabalho é realizado. Isso torna as pessoas mais contentes e produtivas.

Pode parecer algo simples, mas está com pouca prática na realidade. Bazar, livrarias, lojas com atendentes estão treinadas a fazer isto, mais por medo da concorrência que por educação, tanto que quando se entrega um produto, por mais organizado que o façamos, separado e contado, ocorre de não ouvirmos nenhuma palavra dessas. Educação é primordial.

10. Esquecer-se da diversão ::

O local de trabalho deve ser um ambiente agradável, onde umas boas risadas são sempre bem vindas.

Não que se deva brincar o tempo todo, mas alguns minutos fazendo algo que se goste e se divertir é bom para o andamento das coisas como um todo.Pessoas introspectivas no geral são muito sérias, isso no atendimento se reflete de forma direta como uma carranca. Um adendo, fazer piadas é ruim. Mas tornar o relacionamento mais amigável no geral é algo positivo.

Conclusão ::

Esteja LONGE desses 10 atalhos para o buraco profissional, pessoal ou de sua empresa. Preste atenção no seu cotidiano se há alguma dessas falhas, reconheça-as, tenho certeza que não será difícil encontrar alguma delas durante uma tarde.

Texto publicado nos “Fatos cotidianos” em 08/05/2007.